Igreja de São Sebastião

NOTA ARTÍSTICA

Do edifício medieval nada subsiste, do mesmo modo que não encontramos qualquer reminiscência deste espaço até ao século XVIII. Momento em que se renova este edifício. De enorme simplicidade, quer exterior quer interior, composta por uma justaposição de espaços – nave e capela-mor – onde o único elemento de destaque é a torre que se encontra adossada à fachada principal. O interior, de cobertura de madeira, é composto de coro-alto (coro-alto moderno que substituiu um em madeira), púlpito e capelas laterais, que acolhem retábulos de talha barroca de gosto joanino.  A ladear o arco triunfal erguem-se dois retábulos de formas rococós, tal como acontece com o retábulo da capela-mor,

 

Data: XVIII/XX

Autor: s/n

NOTA HISTÓRICA

São poucas as referências ao lugar de Almaceda no período medieval. Nesse período a localidade era anexa as Sarzedas, que gozada de estatuto de senhorio. Essencialmente, os dados mais antigos que se conhece reportam-se a questões agrícolas. Num território marcado pelo granito e o xisto, este espaço geográfico, banhado por diversos cursos de água, tem solo fértil para a prática da agricultura. Isso mesmo parece evidenciar a documentação da primeira metade do século XV, onde Ruy Vasques de Refóios e um dos detentores das poucas terras de qualidade na na região, incluindo Almaceda.

Almaceda não seria mais que um lugar, com poucos habitantes e, por certo, a sua igreja, com fundação medieval, seria de pequenas dimensões.

Até este momento desconhecia-se que a igreja, dedicada a São Sebastião, era um espaço integrado no património da Ordem de Cristo por ser anexa à igreja das Sarzedas. Disso dá conta o rol dos títulos das comendas, de meados do século XVI, onde se refere a ig.ra de Sancta mª da villa das sarzedas e sua anexa. S. Sebastiam do lugar dalmaçeda comenda de xpo he dela comendador dom esteuão da guama e he vigairo da dita ygreia lionel fernamdez (…).

A atual igreja, assim como o seu recheio, são frutos da campanha de obras que se realiza um pouco antes das memórias paroquiais, encontrando-se cronografado sobre o arco triunfal a data da respetiva campanha. Segundo as memórias paroquias, para além da menção do orago, refere que tem quatro altares qua são ho altar mór, senhora do Rozario, Almas, São Sbastião tem huam nave só e huma Irmandade das Almas.

Referências Bibliográficas:

SANTOS, João Marinho dos, Sarzedas Vila Condal. Coimbra: Palimage, 2008.

SANTOS, João Marinho dos, Sarzedas nos forais de 1212 e 1512. Coimbra: CHSC – Centro de História da Sociedade e da Cultura: Palimage, 2012

VICENTE, Maria da Graça, Entre Zêzere e Tejo propriedade e povoamento: (séculos XII-XIV). Tese de doutoramento, História (História Medieval), Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2014.

http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=12783

Referências Documentais:

ANTT, Memórias paroquiais, vol. 3, nº 4, p. 51 a 54