Igreja Paroquial de São João Baptista

A arquitetura da igreja de Alcaria é bastante simplificada, sendo a sua fachada, composta por um portal reto e sobre este volutas interrompidas e janelão. Tem adossada à fachada, do lado do Evangelho a torre sineira.

NOTA HISTÓRICA

O interior é constituído por uma nave única com cobertura de madeira, sobressai o coro-alto, onde a ornamentação da cruz da Ordem de Cristo lhe confere uma dimensão áulica, criando-se, deste modo, um discurso que permite a preservação da memória desta Ordem associada à esta edificação.

A ladear o arco triunfal encontram-se dois de talha joanina, embora bastante repintados, de talha joanina. Os retábulos acolhem um conjunto de esculturas, onde se destaca, a peça do século XVI (possivelmente do final primeiro quartel do século) da Santíssima Trindade ou Trono da Graça, como também é conhecido. De autor desconhecido, a peça, em calcário policromado (com alguns repintes), revela uma mão de boa qualidade, sobretudo no fino trato que executa ao nível do detalhe. Alguns elementos revela-se ser uma que estará na orbita da oficina de Coimbra.

A capela-mor tem um retábulo – já da transição do barroco tardio – com sua respetiva tribuna e acolhe as esculturas de São João Baptista e São Sebastião (esculturas já do final do século XVIII e início do século XIX).

Séc. XVIII

Autor: N/S

NOTA HISTÓRICA

A igreja de Alcaria, dedicada a São Sebastião, é obra, a crer na data presente na fachada, de 1745, certamente substituído uma edificação anterior. Porém, muitas outras intervenções se realizaram neste espaço, sobretudo, na centúria seguinte, onde se procedeu a alguns melhoramentos, sendo também deste mesmo período a construção da torre sineira.

Apesar de desconheceremos a documentação especifica para esta igreja, sabemos que Alcaria integrou o termo da cidade covilhanense, pelo menos, até à data de 1747. A sua história não será muito diferente do que aconteceu com outras edificações desta região, por certo, integrou, primeiramente, os territórios adstritos à Ordem do Templo e posteriormente, após 1319, terá sido incorporada como um bem patrimonial da milícia de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em 1745, atendendo à inscrição sobre a porta principal, a igreja foi renovada.

Em 1758, nas Memórias Paroquiais, é referida tem altar mor com escultura de São João Batista como também o santíssimo Sacramento tem mais dois altares colaterais, no altar da parte do evangelio esta huma imagem do Divino Espirito Santo em vulto no da parte da Epistola esta huma imagem da Senhora do Rozario de vestir o menino Deos, não tem naves tem huma Irmandade das Almas.

Já na centúria seguinte é construída a torre sineira e efetuados melhoramentos no espaço, tal como ocorre já no século XX

Referências Bibliográficas:

BENTO, José, Fundão, Património histórico e cultural, Fundão, 1990.

CARDOSO, Luís, Diccionario geografico, ou, Noticia historica de todas as cidades, villas, lugares, e aldeas, rios, ribeiras, e serras dos reynos de Portugal, Tomo I, Lisboa : Regia officina Sylviana, e da Academia real, 1747.

COSTA, P. António Carvalho da, Corografia Portugueza…, 2.ª ed., tomo II, Braga, 1868.

CUNHA, José Germano da, Apontamentos para a História do Concelho do Fundão, Lisboa, 1892.

http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=9261

SILVA, Joaquim Candeias, O Concelho do Fundão através das Memórias Paroquiais de 1758, Fundão, 1993.

Referências Documentais:

ANTT, Memórias paroquiais, vol. 1, nº 83