Igreja de Nossa Senhora da Assunção

NOTA ARTÍSTICA

A actual igreja de Nossa Senhora da Assunção, é fruto de uma requalificação da segunda metade do século XIX e inícios do século seguinte, isso mesmo parece evidenciar a data, de 1904, que está cronografada no fecho do arco triunfal.

De enorme sobriedade formal, quer exteriormente (onde se destaca o campanário)  quer interior, o edifício, de contornos vernáculos, é composto por uma única nave, capela-mor e sacristia. A nave, totalmente coberto com uma abóbada de madeira, é guarnecido de um coro alto e junto à entrada da igreja, do lado da Epístola, abre-se um nicho com pia batismal em granito, possivelmente do final do século XVI.

A ladear o arco triunfal, rasgam-se dois nichos em granito e acolhem imaginária (peças já do século XIX e XX).

Data: XVI?/XIX

Autor: n/s

NOTA HISTÓRICA

Pouco se conhece da história deste edifício e da própria localidade. Contudo, tal como acontece com outras localidades e edifícios religiosos da região, também o lugar das Zebras vê a igreja a ser integrada com um bem da Ordem de Cristo, mais precisamente na Comenda de Castelo Novo e Alpedrinha, tendo, em 1505, como seu comendador Frei Álvaro Pereira.

A Memória Paroquial das Zebras (1758), para além de localizar o edifício como estando demtro do lugar, refere que tem como orago Nossa Senhora da Assunção, e que não mais que o altar maior e este não tem sacrário.

O edifício no século XIX, sofre uma campanha de obras, procedendo-se a uma profunda requalificação, sendo deste período a construção do coro-alto.

É possível questionar se o edifício corresponde ao primitivo. Segundo Candeias da Silva, o edifício atual parece ser uma obra dos senhores da casa Grande – solar dos Caldeira Leitão de Albuquerque / Vaz Preto Geraldes -, referindo que a dado momento, possivelmente no século XIX, a terão doado este espaço (antiga capela privada?) aos fregueses do lugar. Refere o autor, que antes desta igreja houve outra congénere e salienta, que tinha uma localização mais para o interior da localidade.

Referências Bibliográficas:

SILVA, Joaquim Candeias da, O Concelho do Fundão através das Memórias Paroquiais de 1758. Fundão: Câmara Municipal do Fundão, 1993.

SILVA, Joaquim Candeias da, Concelho do Fundão – História e Arte. Fundão: Câmara Municipal do Fundão, 2002, vol. I.

SILVA, Joaquim Candeias da, Zebras, terra beirã com muita história… e com foral, Castelo Branco: RVJ, 2016

http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=17877

Referências Documentais: