Igreja de Nossa Senhora da Graça

NOTA ARTÍSTICA

Da primitiva igreja na resta. O atual edifício é já uma reedificação de 1732, embora as obras se tenham prolongado ao longo do século XVIII. Composto por nave única, coro, capelas laterais e púlpitos. A encimar o arco triunfal ainda se conserva uma pedra com a representação da cruz da Ordem de Cristo, conservando-se assim a memória da importância desta milícia no espaço da igreja e localidade de Castelo Novo.

A estruturas retabulares que se erguem na nave do edifício, datam já da segunda metade do século XVIII, denunciando claramente um gosto rococó. Também de gosto rococó é a talha do altar-mor. Esta estrutura retabulística é proveniente da Igreja de Santa Luzia, de Lisboa (igreja da Ordem e Malta). A sua aquisição ocorre nas primeiras décadas do século XX, quando o edifício lisboeta se encontrava em ruínas.

Séc. XIII/XVIII

Autor: n/s

NOTA HISTÓRICA

A primitiva igreja matriz de Castelo Novo, com dedicação a Santa Maria, remonta ao século XIII. Depois da extinção da Ordem do Templo, este espaço passou para os dominios patrimoniais da Ordem de Cristo, passando a integrar o termo da Covilhã e estava sob alçada eclesiástica do bispado da Guarda.

A primeira notícia que se conhece a respeito deste edifício data do século XIII, mais concretamente a 16 de junho de 1260, no seguimento administrativo da divisão das igrejas e rendas da diocese da Guarda entre o bispo D. Rodrigo Fernandes I e o cabido egitaniense é referido que o templo fica sob a alçada do bispado da Guarda.

Em 1505, o comendador de Castelo Novo e Alpedrinha era o frei Álvaro Pereira, estando, como era apanágio dos comendadores, responsável pelo cuidado da capela-mor da igreja de Castelo Novo. Em 1537, frei António de Lisboa é efetuada nova visitação, referindo-se que a Comenda de Castelo Novo tem como anexas Alpedrinha, Povoa e Fatela.

Conforme refere Joaquim Hormigo, a igreja tinha uma sacristia forrada e a porta principal1 havia um alpendre firmado em seis colunas de pedra. Um campanário com dois razoáveis sinos ficava no castelo, e por este facto, e por ser de difícil acesso não haviam pessoas que fossem tanger os sinos para a uma missa. No ambito das pratas e ormanentos contava a matriz com custodia de prata de tres marcos de peso,oferecida por D. Manuel I em troca de ma cruz que el-rei D. Afonso V levara para a guerra.

Nas Memórias Paroquiais, de 1758, refere-se que a igreja é composta de cinco altares, assim, como a existência de duas irmandades.

Referências Bibliográficas:

HORMIGO, Joaquim, Visitações da Ordem de Cristo em 1505 e 1537. Amadora: Edição do Autor, 1981.

SILVA, Joaquim Candeias, O Concelho do Fundão através das Memórias Paroquiais de 1758. Fundão: Câmara Municipal do Fundão, 1993.

SILVA, Joaquim Candeias da, Concelho do Fundão – História e Arte. Fundão: Câmara Municipal do Fundão, 2002, vol. I.

http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=582

Referências Documentais: